terça-feira, 14 de março de 2017

Mais um texto para vomitar o que eu sinto

Mais um texto porque são 22h25min e estão se completando 48 horas desde que você se faz presente no meu coração e pensamento, mas não na minha rotina - parece pouco, mas não é. Mais um texto porque eu não consigo falar sobre isso com ninguém, as palavras não saem e as que saem parecem insuficientes para explicar o que eu sinto. Mais um texto porque não consigo me encontrar, me sinto no meio da escuridão, esperando a minha luz de sabedoria e maturidade que parece nunca aparecer. Mais um texto para vomitar o que eu sinto, porque dentro de mim não está cabendo mais.
Recebi a notícia de que te perderia. Chorei, gritei, surtei, senti raiva, senti ódio... senti mágoa, senti tristeza, senti medo e, finalmente, senti solidão. A vida é solitária sem você. É uma folha de sulfite em branco, repleta de anotações cor grafite, sem nenhum brilho, sem nenhuma cor. É aquele cantinho de apostila de adolescente, onde sobra um espacinho no papel e sempre tem dois nomes dentro de um coração, mas, sem você, não há nada escrito.
Sinto que um pedacinho de mim passou a seguir a vida com você. Você e suas inúmeras qualidades ganharam esse pedacinho, conquistaram ele como a gente conquista um cachorrinho de rua e esse pedacinho de mim é agora o seu fiel companheiro. Você fica, ele está aqui. Você se vai, ele vai embora, some junto com você no horizonte, e, comigo, fica o buraco que você e meu pedacinho deixaram.
Sinto-me como uma máquina, repetindo tarefas, buscando atividades produtivas que ocupem a minha mente e a distraia do meu coração. Tudo o que consigo fazer é querer que você volte. Que você volte atrás na sua decisão, que você volte à minha casa aos domingos, que você volte para mim - e que traga o meu pedacinho de volta.
Eu sinto muito por fazer-lhe infeliz, sinto muito por não estar pronta agora, por errar tanto, por ser tão imatura, tão inexperiente, tão boba, tão inconsequente, tão... tão... jovem. Perdoe-me por minha juventude.
O que posso dizer-lhe é que te amo, que estou pronta para enfrentar o mundo com você - embora não do jeito que você gostaria - e que tudo o que eu fiz, cada decisão que tomei, foi pensada com o maior carinho do mundo para que fôssemos felizes para sempre. Queria dizer que está difícil agora, mas que às vezes precisamos passar pelos espinhos para apreciar as rosas e, se desistirmos na metade, perdemos a roseira. Às vezes os espinhos são mais válidos agora, do que quando a terra virar concreto, quando for tudo mais sério, mais velho, mais adulto. Queria que alguma coisa que eu dissesse fizesse você mudar de ideia. Queria dizer que te amo do amor mais puro que já senti. Que te quero de volta. Que, às vezes, chego a te precisar.
Volte... volte e fique para sempre. E não esqueça o meu pedacinho que você levou.