sábado, 26 de abril de 2014

Na minha opinião, os amores mais bonitos são os amores impossíveis. Não sei por quê... Talvez porque eu viva um e o ache maravilhoso, porém há muito tempo perdi o costume de amar alguém que eu possa amar. Não vou mentir, os amores impossíveis doem, machucam, decepcionam e tem diversos outros efeitos colaterais, mas vale a pena... E como vale. Vale a pena estar ciente de que é impossível, mas mesmo assim persistir. Vale a pena fugir pra se encontrar. Vale a pena cada noite de agonia, cada sorriso torto e cada crise de ciúme. Existem muitos tipos de amores impossíveis, alguns mais prováveis que outros, mas sempre impossíveis. É maravilhoso amar alguém que você não pode amar. Irônico, não é? Mas eu juro que é maravilhoso. A melhor coisa dos amores impossíveis é que de tanto ser amor ele acaba deixando de ser impossível. E essa é a parte mais bonita da história... A parte em que tudo se torna possível. E isso também vale a pena. Vale a pena pagar pra ver se valeu a pena. Esses amores são os mais inconstantes, imprevisíveis, loucos e bagunçados, mas alimento sempre dentro de mim a esperança de que amores impossíveis são possíveis sim, eles só precisam ser amor.

domingo, 6 de abril de 2014

Qual é o limite do quanto alguém pode nos magoar? Digo, qual é o nosso limite? Quando é que nos damos conta de que não aguentamos mais? Eu não sei. Eu não sei mais quanto aguento, às vezes eu até me esqueço do quanto já aguentei. Mas nós, feliz ou infelizmente, não somos recipientes. É, não temos anotado em nossas costelas nosso limite de mágoas: 3 decepções, 5 mentiras, 7 erros. A verdade é que isso é tão relativo quanto a beleza. Algumas pessoas nos magoam por 3 decepções, 5 mentiras e 7 erros, outras, escapam desse limite. E eu pego-me questionando se tudo o que venho sentindo cabe no meu pseudo-recipiente. É tanta coisa de uma vez que às vezes sufoca. Dá vontade de gritar pro mundo, pra quem quiser ouvir, tudo o que estou sentindo, tudo o que me sufoca, tudo o que me trava a garganta - e o sorriso. Mas eu não tenho uma medida. Eu não sei até quando vou suportar o tipo de coisa que mais abomino. Sou egoísta, devo confessar. E para mim, a pior coisa do mundo (depois de ser substituída) é ter que dividir coisas/pessoas - principalmente pessoas - com outras pessoas. E eu tenho que dividir aquele alguém, sabe? Aquele alguém que queremos só pra nós. Pois é, eu sou obrigada a dividí-lo. E eu adoraria prever até quando isso vai caber em mim, acho que seria aliviante saber até quando isso vai durar. Eu nem sei o por quê de me submeter a isso, na realidade eu não sei de muita coisa, minha vida anda repleta de achismos. O que eu queria mesmo é me cobrir com uma mantinha que fizesse toda essa dor passar. Se assemelha muito á uma cólica menstrual. Aquela dorzinha que a princípio não dói, só incomoda, mas quando dá a primeira pontada, não pára de doer. É torturante e eu não vejo nenhuma solução, nesse caso o bom e velho Buscopam não vai resolver. O que vejo é a oportunidade de me afastar do dito cujo. Mas quem disse que consigo? Não sirvo para abrir mão das coisas/pessoas - principalmente pessoas - que sou apegada (sou egoísta, devo confessar). Acho que faz parte da vida né... Vamos ver quando meu recipiente vai transbordar.