domingo, 27 de julho de 2014

Um texto sobre a felicidade

Depois das tantas palavras tristes que eu já pronunciei e escrevi, decidi escrever sobre a felicidade. Por quê? Porque eu finalmente a conheci, e ela é a melhor amizade que eu já fiz. A melhor coisa a respeito da felicidade é que ela é transmissível, quase uma praga, doença, pode virar epidemia. E é altamente recomendável que pessoas mal-humoradas fiquem doentes de felicidade! Sabe o que ela disse quando nos conhecemos? Que esteve sempre aqui, mas eu a tratei o tempo todo como segunda opção. Ela mora em mim, sempre morou, mas agora eu estou ciente disso. Na verdade, eu nem precisei pedir pra que ela ficasse. Fiz um mero pedido de desculpas por nunca ter reparado na esplendidão da sua existência e a danada não quis sair de jeito nenhum. O engraçado é que ela me perdoou e ansiou por sua estadia até mais do que eu, diz passar tão desapercebida, uma vez notada, ela nunca mais vai embora. Ela me contou, também, que se esconde nos lugares mais banais, onde seria supostamente fácil encontrá-la, no entanto, esses lugares são os últimos a serem vasculhados por nossos olhos e pelos olhos dos nossos corações. Quando não conseguimos notá-la sozinhos ela usa as pessoas ao nosso redor para nos mostrar que está ali. Eu, hoje, finalmente estou ciente de que sou feliz. Plena, inteira, intensamente feliz. A felicidade é saborosa, gostosa de sentir... Todos nós deveríamos experimentar um pouco. É viciante, e estar viciado em ser feliz é maravilhoso! Papo vai, papo vem, a tal da felicidade pediu pra que eu transmitisse uma única mensagem: eu mesma. Sim, eu sou a mensagem. A prova de que não é preciso muito para ser feliz... Se parássemos de tentar encontrar a felicidade em lugares extraordinários e tirássemos uma folga dessa busca implacável, automaticamente começaríamos a contemplar a verdadeira beleza das coisas, das pessoas, dos detalhes, e perceberíamos que a felicidade sempre esteve aqui, nós só precisamos perder essa mania de tratá-la como segunda opção. Todos podem conhecer a felicidade, não é difícil. Ela é uma ótima companhia. A melhor, na verdade.

sábado, 26 de abril de 2014

Na minha opinião, os amores mais bonitos são os amores impossíveis. Não sei por quê... Talvez porque eu viva um e o ache maravilhoso, porém há muito tempo perdi o costume de amar alguém que eu possa amar. Não vou mentir, os amores impossíveis doem, machucam, decepcionam e tem diversos outros efeitos colaterais, mas vale a pena... E como vale. Vale a pena estar ciente de que é impossível, mas mesmo assim persistir. Vale a pena fugir pra se encontrar. Vale a pena cada noite de agonia, cada sorriso torto e cada crise de ciúme. Existem muitos tipos de amores impossíveis, alguns mais prováveis que outros, mas sempre impossíveis. É maravilhoso amar alguém que você não pode amar. Irônico, não é? Mas eu juro que é maravilhoso. A melhor coisa dos amores impossíveis é que de tanto ser amor ele acaba deixando de ser impossível. E essa é a parte mais bonita da história... A parte em que tudo se torna possível. E isso também vale a pena. Vale a pena pagar pra ver se valeu a pena. Esses amores são os mais inconstantes, imprevisíveis, loucos e bagunçados, mas alimento sempre dentro de mim a esperança de que amores impossíveis são possíveis sim, eles só precisam ser amor.

domingo, 6 de abril de 2014

Qual é o limite do quanto alguém pode nos magoar? Digo, qual é o nosso limite? Quando é que nos damos conta de que não aguentamos mais? Eu não sei. Eu não sei mais quanto aguento, às vezes eu até me esqueço do quanto já aguentei. Mas nós, feliz ou infelizmente, não somos recipientes. É, não temos anotado em nossas costelas nosso limite de mágoas: 3 decepções, 5 mentiras, 7 erros. A verdade é que isso é tão relativo quanto a beleza. Algumas pessoas nos magoam por 3 decepções, 5 mentiras e 7 erros, outras, escapam desse limite. E eu pego-me questionando se tudo o que venho sentindo cabe no meu pseudo-recipiente. É tanta coisa de uma vez que às vezes sufoca. Dá vontade de gritar pro mundo, pra quem quiser ouvir, tudo o que estou sentindo, tudo o que me sufoca, tudo o que me trava a garganta - e o sorriso. Mas eu não tenho uma medida. Eu não sei até quando vou suportar o tipo de coisa que mais abomino. Sou egoísta, devo confessar. E para mim, a pior coisa do mundo (depois de ser substituída) é ter que dividir coisas/pessoas - principalmente pessoas - com outras pessoas. E eu tenho que dividir aquele alguém, sabe? Aquele alguém que queremos só pra nós. Pois é, eu sou obrigada a dividí-lo. E eu adoraria prever até quando isso vai caber em mim, acho que seria aliviante saber até quando isso vai durar. Eu nem sei o por quê de me submeter a isso, na realidade eu não sei de muita coisa, minha vida anda repleta de achismos. O que eu queria mesmo é me cobrir com uma mantinha que fizesse toda essa dor passar. Se assemelha muito á uma cólica menstrual. Aquela dorzinha que a princípio não dói, só incomoda, mas quando dá a primeira pontada, não pára de doer. É torturante e eu não vejo nenhuma solução, nesse caso o bom e velho Buscopam não vai resolver. O que vejo é a oportunidade de me afastar do dito cujo. Mas quem disse que consigo? Não sirvo para abrir mão das coisas/pessoas - principalmente pessoas - que sou apegada (sou egoísta, devo confessar). Acho que faz parte da vida né... Vamos ver quando meu recipiente vai transbordar.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

E se passar? E se um dia o meu coração não acelerar quando eu te vejo, não ficar apertado quando discutimos e eu não pensar mais em você? E se um dia eu descobrir que não quero mais te amar? O que você vai fazer se voltar e eu não estiver mais aqui? Vai me ligar pra pedir perdão? Mas e se eu disser que isso deixou de ser importante? E se eu seguir minha vida? É burrice pedir pra que você não me deixe ir embora? Mesmo que seja, eu já o fiz... E o farei, até eu entender que não adianta. Quando eu quiser de verdade ir embora, você não vai ser capaz de me manter aí. E esse talvez seja o meu maior medo... E se eu cansar? O que vai acontecer?

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

E agora o que vai ser de mim? Parece que vou mesmo ficar sem você. Eu não sei o que fazer, tô perdida. Você era meu mundo, você tinha se tornado tudo... Como é difícil. Eu preciso seguir em frente, você partiu meu coração em mil pedacinhos, estraçalhou, não sobrou nada. Eu não me lembro de alguma vez ter me sentido tão vazia, tão triste, tão pobre e perdida. Por que você fez isso comigo? Eu não consigo entender. Talvez você seja mesmo assim, incompreensível... Talvez se eu te entendesse eu não gostasse tanto de você. O que eu posso dizer em uma hora dessas além de que não consigo te enxergar como uma pessoa ruim? Eu não consigo não amar você. Às vezes acho que é impossível. Mas vai passar, eu sei que vai, eu vou me reerguer e nunca vou dar o poder que dei a você pra mais ninguém. As pessoas não nasceram pra cuidar do coração umas das outras. Eu te dei meu coração e olha o que você fez. Nada se compara a dor que eu tô sentindo nele. Eu acho que respirava você... Eu não sabia que você era tudo isso pra mim. Eu sabia, claro, que você era importante, mas eu não tinha percebido o que você tinha se tornado na minha vida. Você simplesmente virou meu tudo, meu chão. Meu mundo caiu em cima de mim. Eu preciso seguir em frente, mas de que vai adiantar se tudo que eu mais quero pra minha vida é você?